Twitter Feed Facebook Google Plus Youtube

23 fevereiro, 2016

Depois melhora?



EXODUS
Parauapebas enfrenta na sua curta historia a definitiva revisão de desenvolvimento e razão de existência. Faltam lideranças e preparo. Falta o posicionamento da VALE sobre sua responsabilidade no nosso destino. Segunda e ultima parte.

Sempre que alguém daqui vai embora
Dói bastante mas depois melhora e com o tempo
Vira um sentimento que nem sempre aflora mas que fica na memória
Depois Melhora, Nei Matogrosso








Parauapebas abriu mão em definitivo dos recursos federais. A construção da UPA é um exemplo. Renegou-se a utilização do dinheiro da Saúde e optou-se por usar recursos próprios. Agora mesmo se perdeu quase um bilhão para saneamento por entraves de poder, motivos banais. Com a queda geral na arrecadação federal, estes recursos estão minguando. Localmente, a saída das empreiteiras foi compensado por pagamentos vencidos e por ora quitados pela mineradora. A mesma mineradora VALE que não pára de nos dar noticias ruins e limitantes, com forte tendência a deixar Parauapebas a cada dia mais pobre.

Há pagamentos para a cidade. Mas não há a correta aplicação desses recursos repassados, sendo perdido grande parte deles em “amizades” e corrupção. Evasão de recursos.

Agora temos uma cidade em colapso. A despeito dos últimos trinta anos de história não temos saída ou salvação, nós estamos naufragando feio e perdemos o  bonde da história. 

Os sinais do colapso são evidentes e preocupantes: estagnação da atividade comercial, com lojas de referencia fechando as portas, encerrando trabalhos. Há dispensa constante de pessoal nas grandes lojas de capital local, como os 240 dispensados  do Hipersenna. O tíquete de compra não cessa de reduzir em todo o comercio. As prestações imobiliárias viraram calote, ninguém paga porque não pode, justamente num momento em que se reduz o orçamento estes mesmo loteamentos passam à gestão da prefeitura.

EXODUS
Resta a população desempregada e sem perspectivas de emprego, sair da cidade. Neste quesito estamos enfrentando um verdadeiro êxodo, ou como digo, o primeiro refluxo populacional da cidade. A grande maioria tem ou teve alguém que partiu atrás de trabalho. Imóveis vazios, imóveis abandonados, creches sem crianças, salas de aula esvaziando. Pessoas indo embora e deixando sonhos e planos para trás. Qual será o preço dessa saída em massa?