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24 janeiro, 2018

Máquinas sexuais



Quem se interessa por transar com um robô masculino?
Os novos humanóides sexuais mantêm as limitações e os clichês da indústria dominada por homens héteros.
Jan 15 2018, 12:05pm



 “Nate”, um dos RealDolls que servirá como base para os robôs da Realbotix. Crédito: RealDoll.

Há poucas evidências de que os robôs de sexo sejam o “sonho molhado” na distopia que as manchetes pintam por aí.

Ainda assim, eles continuam avançando. Quando saíram as primeiras notícias de que robôs de sexo masculino (robôs são objetos e não têm gênero, contudo, estamos nos referindo à forma como são rotulados pela Realbotix) podem aparecer ainda este ano, as lojas on-line começaram a espumar de raiva com a ideia de um robô robô empunhando um pênis. Porém, com todas as inovações na tecnologia e no sexo, eu me pergunto: a quem ele se destina?

Num sábado recente, Matt McMullen, CEO da Realbotix, contou ao DailyStar Online que a empresa planeja lançar uma versão “masculina” de seus robôs de sexo este ano. Atualmente, a empresa só anuncia robôs de sexo femininos, chamados de “Harmony”, e que, também, estão para ser lançados. A Realbotix é propriedade da Abyss Creation, e sua empresa-irmã é a RealDoll. A Realbotix me contou que robôs novos serão parecidos com a linha atual de RealDolls masculinos.

 “Nick”, um dos RealDolls masculinos que servirá como base para robôs da Realbotix. Ele é um leitor. Crédito: RealDoll.

A maioria dos robôs de sexo que vimos até agora é protótipo com corpos de mulheres, aparentemente projetados para homens heterossexuais (um “bordel de robôs de sexo”, em Barcelona, chamou a atenção do mundo durante alguns dias no ano passado).

Um robô humanoide completo, capaz de proporcionar prazer a uma pessoa seria incrível, e está muito além do cronograma se a previsão for lançá-lo este ano. Então, antes de me embrenhar em uma jornada no universo do robô, perguntei à Realbotix para confirmar se a versão masculina era verdade e se o lançamento ocorreria ainda este ano. 

“Sim, posso confirmar que a Realbotix já está trabalhando na versão masculina dos robôs que estão para ser lançados”, me contou Guile Lindroth, um porta-voz da empresa, por e-mail. Embora a empresa não tenha confirmado um cronograma específico, ele afirmou que os robôs masculinos também poderão ser controlados por aplicativos de IA, com conteúdo adaptado para se assemelharem aos de um homem. Assim como a Harmony, esses robôs novos terão sensores de calor e de toque.

“Isso presume que a única coisa que representa um sexo espetacular para as mulheres é bater estaca o máximo que você puder.”

Contudo, os críticos afirmam que a Realbotix é um embuste. “Trata-se de um robô criado por Matt McMullen através de lentes masculinas”, me contou Cindy Gallop, fundadora do MakeLoveNotPorn, por telefone. Ela leu para mim as frases de McMullen em um dos artigos sensacionalistas: os robôs poderiam ser ligados e “ir até onde você quiser”.

“‘Até onde você quiser’ não é uma definição feminina de um sexo fantástico”, ela disse. “Isso presume que a única coisa que representa um sexo espetacular para as mulheres é bater estaca o máximo que você puder. Foda-se essa merda.”

Um toy redondo no formato das partes da mulher é o suficiente para indivíduos portadores de pintos: escolha um orifício e divirta-se. Para as mulheres, isso não funciona. “Nesse mundo maravilhoso da igualdade entre robôs, eu adoraria saber como é que esse robô vai me fazer ter um orgasmo arrasador usando a boca, a língua e os lábios”, Gallop disse. “Eu quero muito ver como seria uma abordagem feita e produzida por mulheres dos robôs masculinos.”

Trata-se de algo que Kate Devlin, cientista da computação e autora do livro Turned On: Science of the Sex Robot, sem edição em português, passa a maior parte de seu tempo estudando. “Os robôs de sexo e os sex toys são dois caminhos divergentes, o robô de sexo em sua forma atual está emergindo do mercado de robôs de sexo”, ela me contou por e-mail.

“Seria muito mais interessante e muito menos controverso se esses caminhos pudessem convergir, com tecnologia de sexo interativo incorporada em formas não humanas abstratas.”

Em um nível muito básico, uma maior representação de mais tipos de preferências sexuais e corpos além da forma feminina hiperssexualizada é uma coisa boa, afirma a autora do blog Girl on the Net (que trabalha sob pseudônimo por questões de privacidade) me contou por e-mail. Um robô de sexo masculino seria uma dádiva para homens gays em busca de um companheiro humanoide, por exemplo. Mas ainda assim, seria uma definição socialmente determinada de algo “sexy”.

“Um dos maiores problemas com que ainda nos deparamos no universo sexual é o fato de que há muito tempo o ‘sexo’ foi definido como ‘aquilo que os caras heterossexuais achavam sexy’, e existe um universo enorme de desejos sexuais mundo afora que não está refletido no pornô culturalmente dominante e nos robôs de sexo”, ela afirmou.
O que pode ser percebido pela frase “ir até onde você quiser”.

Os robôs masculinos deram um passo na direção de uma representação mais diversificada na tecnologia sexual, mas não necessariamente um passo adiante. Uma versão padrão com abdômen de tanquinho, braços tonificados e um olhar estranhamente enfadonho: mesmo que eles aleguem extrapolar os limites da robossexualidade, a Realbotix se prende na ideia antiquada do que os homens heterossexuais acham que as mulheres querem. E quando as mulheres assistem ao pornô hetero, os caras são mais softboy. E ainda temos que escolher entre um robô feminina e um masculino com padrões de atratividade nada realistas – essas coisas não abalam as normas de gênero nem exploram novos territórios para as preferências sexuais a serem pesquisadas.

As personalidades de inteligência artificial dos robôs de sexo também são tipicamente programadas como chatbots heteronormativos e reforçadores de estereótipos. Devlin me contou que prefere ver a robótica voltada para o sexo com formatos abstratos e não humanos, mas que proporcionam prazer. 

“Tem muita tecnologia que ainda nem existe e que será necessária para chegar nas formas como as pessoas imaginam.”

Mas no fim do dia, toda essa conversa sobre foder com robôs masculinizados é muita especulação. Como Kyle Machius, desenvolvedor de teledildônicos me contou por mensagens do Twitter, praticamente todas as histórias que vemos nas manchetes que vemos sobre eles envolvem empresas que ainda estão, no melhor dos casos, em fase de pesquisa e desenvolvimento, e “se baseando completamente no que há de pior”. 

Um robô animatrônico que responde ao toque, se comunica por meio de inteligência artificial e não mata você no meio de uma trepada ou arranca seu pau fora ainda está no futuro. Os robôs atuais mal conseguem caminhar, quem dirá fazer um bom sexo.

“Não estamos nem perto em termos de fidelidade com os sex toys ou mesmo em qualquer setor do mercado que envolva robôs”, me contou Machius. “Tem muita tecnologia que ainda nem existe e que será necessária para chegar nas formas como as pessoas imaginam quando pensam em robôs ‘de sexo’.”

Por enquanto, o “robô de sexo masculino” continua um manequim com uma cinta peniana.

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19 novembro, 2017

As organizações sociais



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CONSULTORIA PARA O TERCEIRO SETOR



Chama-se “terceiro setor” as organizações não governamentais (sigla ONG), que não têm finalidade de lucro, mas congregam objetivos sociais, filantrópicos, culturais, recreativos, religiosos, artísticos.

O primeiro setor é o governo, que é responsável pelas questões sociais.
O segundo setor é o privado, responsável pelas questões individuais, tendo objetivo primordial o lucro.

O terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais, que tem como objetivo gerar serviços de caráter público.


NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICÁVEIS AO TERCEIRO SETOR
As entidades sem finalidade de lucro são aquelas em que o resultado positivo não é destinado aos detentores do patrimônio líquido e o lucro ou prejuízo são denominados, respectivamente, de superávit ou déficit (NBC T 10.19.1.3).

Tais entidades, mesmo aquelas que tenham sede no exterior, mas que atuem no Brasil, devem seguir as normas contábeis brasileiras.

A estrutura patrimonial definida pela Lei das Sociedades por Ações (Lei 6404/1976) é a base da contabilidade do terceiro setor.


A CONTABILIDADE DO TERCEIRO SETOR
1) Aplicam-se a essas entidades os Princípios Fundamentais de Contabilidade, bem com as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações Técnicas e Comunicados Técnicos, editados pelo Conselho Federal de Contabilidade.    2) As entidades sem finalidade de lucro são aquelas em que o resultado positivo não é destinado aos detentores do patrimônio líquido e o lucro ou prejuízo são denominados, respectivamente, de superávit ou déficit.   3) O valor do superávit ou déficit do exercício deve ser registrado na conta Superávit ou Déficit do Exercício enquanto não aprovado pela Assembléia dos associados e após a sua aprovação, deve ser transferido para a conta Patrimônio Social.

NOSSO TRABALHO junto a essas instituições, Institutos, Fundações, Associações, Sindicatos, Uniões, Agrupamentos, Movimentos, etc. é dar legalidade, fomentar o registro cartorial ou comercial, fundamentar a existência técnica e legal, fornecendo elementos jurídicos, contábeis e financeiros, além do apoio social aos fundadores e lideranças.

Trabalhamos há vinte anos apoiando as mais tradicionais entidades do Terceiro Setor de Parauapebas e Região. Estamos prontos para atender quaisquer demanda de ação ou funcionamento. E a preços sociais.

Com a nova legislação em vigor, essas entidades tornam-se extensões do executivo, podendo assumir demandas sociais e econômicas, tanto com recursos públicos quanto privados. Há um boom de entidades se consolidando e temos sob medida todos os ajustes necessários para sua criação, planejamento e desenvolvimento, acompanhado sua inserção social, econômica, orçamentaria e fiscal.

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PROJETOS PARA O TERCEIRO SETOR
Há abundância de recursos disponíveis, tanto a nível de governo quanto a nível da iniciativa privada. Ambos nacionais ou internacionais. Atendemos a elaboração, tradução, envio e negociação dos projetos em quaisquer escala de volume técnico, financeiro, logístico e social.
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