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05 março, 2017

Ajustar para uma relação saudável



POR QUE
PARAUAPEBAS PRECISA
ENFRENTAR A VALE



















A mineradora VALE é de fato um estado paralelo dentro das estruturas do Estado Pará. E não penas isso, VALE é governo federal, é quem sabe de todos os desmandos e concorda com eles, patrocina e o mantém. Sem permear as estruturas de estado a VALE não existiria.

Simplesmente porque o negócio da exploração mineral exige estrutura de Estado. Matar índios, grilar terras, devastar parques ambientais, escravizar mão de obra, destruir sítios arqueológicos e fomentar a miséria sem o apoio do Estado é algo difícil.
E ainda, explorar tanto e obter sem contrapartida, somente com todo um Estado por trás. Ao Pará restam a reparação de danos e diga-se de passagem, migalhas frente a tremenda devastação aceita e sedimentada.

O que sabemos sobre a capacidade mineral do Estado? O que realmente sabemos sobre a mineração na Serra dos Carajás?

O que a VALE exporta? Minério de ferro apenas? e seus valiosos agregados, quanto são e para onde vão?

O que realmente embarcamos nos trens diariamente? O que mandamos para o porto de São Luís e de lá para o mundo? Qual é o real interesse da China em comprar tanto e tão longe de suas terras e mercados? 

Há realmente um mercado secundário em alto mar e em Tinzen e Quindao?

O que transportam os supergraneleiros minerais, com capacidade para quatrocentas mil toneladas?

Os golpes recorrentes na praça de Parauapebas é apenas a ponta do iceberg de falcatruas e golpes perpetrados contra a nação brasileira, com a conivência de Brasília e de todas as autoridades, especialmente na era pós golpe.

Isolados, os vereadores de Parauapebas, talvez pela ignorância, talvez pela empáfia, ainda e mais, pela ganância não estejam qualificados para disputar com a VALE suas estratégias.

Nem sabemos o que a VALE retira do subsolo da cidade e da floresta. Quanto mais o que há de dano, de cano.

Torcemos para que se esclareçam fatos e que ajudem a acabar com a devastação econômica que há trinta anos a VALE patrocina abertamente contra nossa cidade.

Os danos são INCOMENSURÁVEIS, podem acreditar.

É a usina atrás do moro, de J. Veiga.

Nos colocamos a disposição, com trinta anos de estudos e análises da ação predatória da vale contra o estado do Pará. Não pode haver CPI sobre a VALE SEM NOSSA INTERVENIÊNCIA. A EXCLUSIVA CONSULTORIA está a postos e a disposição de Parauapebas.

25 fevereiro, 2017

Calotes em função econométrica



CALOTES PADROCINADOS















Sempre analisamos os golpes no comercio local e as juntas do trabalho sempre lotadas: é a estratégia econômica da VALE, gerar riqueza para abater no preço internacional do minério, tornando-o mais competitivo frente a transferência liquida de riqueza dos seus fornecedores para seu estoque de capitais e produtos.
Estudamos as diversificadas formas da poderosa mineradora quebrar seus prestadores de serviços ainda na década de 90, quando a Integral, à frente Pavão (o vereador ainda quase menino) e seu patrão, Valmir da Integral me contatou em Carajás para descobrir porque não ganhavam dinheiro de jeito nenhum trabalhando para a Vale.

Analisando os contratos descobri naquele tempo detalhes preocupantes: a – num ambiente de inflação galopante a VALE acertava contratualmente a média dos três últimos meses, numa atitude de perversidade técnica, obrigando as empresas entregarem o patrimônio de seus proprietários na forma de reposição inflacionária, b- o gerenciamento de recursos, na época as ferramentas e outros materiais eram fornecidos pela VALE, que impunha a lotação de pessoal nos seus pátios e os mesmos ficavam esperando a liberação de ferramentas e materiais, num caos gerencial comandado pelo escalão mineiro e o qual cedia para quem os “agradasse mais” e c) como os atrasos no deposito das notas fiscais, cujos fornecedores ficavam malucos e os empregados nunca sabiam quando receberiam por seus serviços.

Os tempos passaram, veio a ISO 9000 e muito arranjo foi feito, muito esforço entregue, mas a perversidade de homens magoados não mudou.

Fazendo nova análise de como uma mineradora de classe mundial, com sucessivos recordes de produção e embarques poderia permitir no seu quintal tamanho desrespeito com sua principal cadeira de suprimentos – a social, pois são empresas instaladas aqui, na sua cidade, fizemos a descoberta mais cruel e paralisante: havia uma estrutura de calote, em que a companhia aplicava pesadas multas e cobrava no faturamento, além de atrasar pagamentos, alternando atas a seu bel prazer e insistindo em não pagar as empresas por até 60% de sua produção, forçando-as a irem embora sem entregar o contratado, ficando o calote e o descrédito das mesmas.

O calote não é culpa das empreiteiras. O calote é dado pela VALE através das empreiteiras, como explico detalhadamente no meu livro MANUFATURA: contrato pelo menor preço, pagar sempre uma parte maior dos serviços pelo menor preço, a contratada não consegue honrar seus compromissos, ela a despensa e contrata outras, que dá prosseguimento. Uma obra de 1000, sai ao final de três empresas, por apenas 600 a 800.  

Esse ganho é incorporado na produção, reduzindo custos e barateando o produto minério. É uma forma covarde e impressionante de gerenciamento da produção mineral, pela desumanidade e sandice. 

Posso apresentar o quadro detalhado desse recurso espúrio para a CPI, passa da hora da cidade ajustar suas contas com a VALE.

06 janeiro, 2017

Uma gestão com presságios...







São notícias detalhadas do blog soldocarajas, acesse aqui http://soldocarajas.blogspot.com.br/. E assusta. Haverá tempo para recomeçar?








Favela do Rio, analisar as correlações contextuais, objetivo

Valmir da integral e seu bando destruíram Parauapebas. O mais incrível é que estão soltos e lá ficarão, a mercê de si próprios. Usaram e abusaram da boa-fé e da fome de incautos eleitores que nunca deveriam compreender que é “democracia” ou mesmo porque essa palavra me remete brutalmente a Roma, onde quarenta mil metecos  eram alijados do processo por se considerar “sem noção”... eram escravos, trazidos de diversas guerras, onde apenas os cidadãos votavam.

Mas a democracia, das desgraças dessa terra de ninguém é a mais fácil ferramenta e fazer o que, se técnicos e consultores de alto nível são alijados do processo complexo de gestão por políticos que sequer conseguem usar o tempo a seu favor?

Darci deveria ter começado seu trabalho mais cedo, ele sabia disso, estava na cara e na imprensa, está no MPE, GAECO e na própria imagem da malfadada Integral há dezenas de anos. Valmir não é gestor de nada, nunca foi; que o digam eu, Celia, Raimundo Qualidade e todos os reais administradores que passaram por aquela gaiola de loucos.

Mas foi eleito com mais de vinte mil votos à frente do manso e cordato Coutinho...

Fazer o que?

Primeiro não acredito que Darci não vá mexer a merda que recebeu. Simplesmente porque não tem jeito e se ele não der noticia, VAI RECAIR SOBRE SUA GESTÃO.  LOGO ESTARÁ IMOBILIZADA pela falta de tempo e pelos eventos de início de exercício: contratações para postos chaves, material escolar, reforma de escolas, compra de medicamentos, manutenções e tudo o mais que fazem a gestão de Parauapebas patinar e patinar e nunca sair do lugar. É lamentável e chega a ser cruel ver tantos sonhos virarem líquidos, unicamente porque os grupos locais são extremamente limitados e não suportam trabalhar com todos e para todos.

Ganham eleições em outubro e começam a trabalhar em janeiro, isso não é mais possível, Parauapebas é complexa, enorme e distante.

Valmir e sua trupe precisam pagar pelo que fizeram. Me lembro da compra desses ônibus, havíamos terminado a auditoria da Educação, Ciza defenestrada, processos, e  Juliana, carregada por Major, havia assumido como redentora. 

Essa compra foi uma estupidez, uma loucura de malucos, uma tremenda irresponsabilidade porque nunca pensaram na manutenção. Eu estava lá, alertei. Nada.  Apenas a megalomania do poder, que logo, logo, será expressiva e parte desse “secretariado” estará trilhando e cometendo as mesmas loucuras. 

Agora Darci não é Valmir, ainda bem e espero sinceramente que conduza ao melhor termo essa gente, esse balaio de gatos tão dispares.

Parauapebas espera e está impaciente. Há fome, criminosos estão à solta. 

O judiciário, seletivamente agora mostra os dentes. 

O antagonismo visceral está amadurecendo.  Como diz Nina Simone, na belíssima e dolorosa Lilac Wine: não estou preparada para o amor...