27 outubro, 2016

Ignorados, humilhados, ainda silenciosos



TRAGÉDIA ABSOLUTA














O cenário danoso e perverso da Parauapebas atual parece não ser percebida ou sentido por seus agentes políticos e econômicos. O desemprego estrutural que se abateu e ganhou corpo nos últimos três anos não pára de fazer vítimas. Mais de 30 mil pessoas encontraram na rodoviária a única e melhor saída. Nossas estimativas prevê mais 50 mil seguindo o mesmo caminho.

Os serviços públicos estão minguando e isso preocupa. A auditoria da Bolsa Família trouxe a necessidade do recadastro e a prefeitura não dá conta de fornecer veículos ou pessoal especializado para fazer frente às exigências federal. Assim o benefício está sendo cortado de muitos necessitados que neste momento tem nessa renda miserável seu único recursos para não passar fome.

O pronto-socorro foi desativado. O sistema de transporte público atende apenas seus donos, as cooperativas e os moto taxistas. Esquecem completamente seus clientes usuários, servindo-os somente para arrecadação.

Não há oferta de novos empregos e a prefeitura sozinha não absorve, há limites tanto legais quanto morais para tal utilização da máquina pública.

As massas se inquietam. A perspectiva de vender o voto, de trabalhar nesta ou naquela campanha passou. O que fará essa massa desesperada e com a saída cortada, nesse início nada promissor de 2017? Acho que as autoridades local deveriam se preocupar. Eu como cidadão estou muito preocupado.

Não estamos enxergando esforços ou busca de soluções por quem vai governar a cidade. Não estamos vendo interesse ou esforço de solução por parte dos sindicatos, de grupos organizados, de outrem que não sejam os próprios desempregados. É um péssimo sinal. Massa dispersa, qual pólvora. 

Dias finais de um desgoverno trágico, o cenário atual é ainda mais trágico porque não sinalizou saída, solução, ao menos busca de soluções de curto ou médio prazos. O sucateamento da cidade ainda não refletiu na arrecadação de recursos feitos pela VALE. A cidade continua recordista de produção e faturamento. São bilhões em produção mineral que devastam a cada dia mais celeremente a esperança de construção de uma cidade minimamente humana e para seres humanos.

O susto que temos quando tratamos com pessoas que ganharam muito aqui e percebemos suas malas prontas para a partida revelam que sociedade egoísta e perversa criamos nesses anos todos de farta produção, escoamento, valorização e venda do minério de ferro.

03 outubro, 2016

Recomeçar Parauapebas!



FINALMENTE















A derrota do grupo no poder, permitindo o retorno de Darci é emblemático para Parauapebas e em si traz uma forte lição: cuidado com a coisa pública. Cuidado com o tempo. Tudo é muito rápido na gestão pública, tudo é literalmente para ontem quando se tem apenas quatro anos, sem possibilidade de reeleição.

A limpeza do ambiente deve ser providenciada o quanto antes pois Darci vai encontrar um ambiente devastado pelas más práticas administrativas e gerenciais. Vai encontrar um ambiente muito pior, mais caótico, viciado. Valmir e sua trupe se empenhou ao máximo em destruir o que pode e nesses noventa dias vai acabar com o que puder.

Depois a execução de rigoroso planejamento, vencidos os entraves financeiros e legais. O ambiente herdado é o da drástica redução na arrecadação, custos administrativos maiores e grande comoção na sociedade devido ao expressivo número de desempregados, de empresas fechando as portas e dos primeiros embarques da VALE do material retirado do S11D em Canaã. 

Esses fatores mudaram radicalmente a história de Parauapebas.

Valmir da Integral vai para casa sem o dever cumprido. Apenas realizou obras herdadas, distribuiu bilhões sem o devido retorno. Obras agora vazias devido a retração populacional que a cidade enfrenta. 

Sem sua presença executiva agora as investigações devem tomar corpo. Sem nunca apresentar uma prestação de contas a Câmara dos Vereadores, sua equipe e ordenadores de despesas construíram sua ruína.

Como isso será feito agora se restam apenas três meses, inclusive para o fechamento desse exercício?

Vai para casa e já vai tarde. Esperamos que os órgãos repressores não de por acabado as investigações e que Valmir pague por todos os irreparáveis danos causados ao patrimônio público de Parauapebas.

29 setembro, 2016

Democracia é voto livre



PREFEITO E VEREADORES, PRA QUE VOTAR?
Ou como nascem as serpentes












Grupos políticos estão comprando abertamente votos a cem reais. Míseros cem reais, em troca de um mandato de quatro anos e muita roubalheira e armação. Os políticos se tornaram os piratas modernos, maquiando suas funções e a lei em prol de si mesmo.

Do outro lado os condutores, pagando o preço cobrado, em silencio. Eleitores miseráveis e ignorantes, perfilando-se em intermináveis filas para exercerem o “direto de escolha de seus representantes”. Asno. Ânsias de vômito. Essa é a “democracia” ocidental.

De um lado majoritariamente homens brancos e do outros pequenos seres servis e mudos. No cenário a explicita autorização para a sacanagem e o engodo. Não há questionamentos e se surgirem a “força”, a “ordem e o progresso” os silenciará, num piscar de olhos.

O agora amigo de tapinha das costas e de abraços fraternos é o algoz de daqui a pouco, agorinha mesmo, se esgueirando por corredores e salas com duplas saídas e falsas seções. É o tipificado império da mentira e do cinismo e como chegamos a isso, cidadãos que trabalham e se portam dentro dos rígidos padrões da honestidade e da prestação correta de impostos e comportamentos?

Qual a magia que seres – tais como os conhecemos hoje, Valmir da Integral, Braz, Josineto, Miquinhas, Euzébio, Pavão e outros, se tornaram no que são, em pérfidas figuras? Foram sempre homens ou se tornaram feras?

De qualquer forma construímos esses monstros. Foram gestados e paridos por nós, todos nós que fizemos coro e repetimos mantras, que os elegemos e os adoramos. Que merda, diria. Mas parimos esses sacripantas mentirosos!

E estamos prontos para mais uma ninhada. Logo novos seres se apresentarão, logo dia três, estarão sendo chocados os novos ovos da serpente. Com cara de bonzinhos e ainda trêmulos, logo se firmando vilões e canalhas, tais como os criamos na gestação.

Não haverá natal nem ano novo. Não há transformação, arrependimento ou renovação. 

Tudo se perderá em poucos dias ou meses. Logo aprenderão que aquele dinheiro que lidam não é de ninguém e se apoderarão dele, criação vínculos entre si, não terão culpa ou medo.

Lamentamos.