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10 setembro, 2017

A luta continua

Grito dos Excluídos pede direitos e cidadania em várias capitais do Brasil
  • 07/09/2017 16h33
  • Brasília
Da Agência Brasil*

 
Participantes da 23ª edição do Grito dos Excluídos saíram em marcha pela Esplanada dos Ministérios após o desfile cívico-militar de 7 de SetembroValter Campanato/Agência Brasil


Em várias cidades de todas as regiões do Brasil, a 23ª edição do Grito dos Excluídos reuniu milhares de pessoas no feriado de 7 de Setembro. O mote deste ano da tradicional mobilização é “Por direito e cidadania, a luta é todo dia”. Entre as reivindicações, estão a preservação e a ampliação de direitos sociais, críticas às reformas propostas pelo governo e a reversão do decreto que extingue uma reserva mineral na Amazônia.

Em Brasília, a concentração começou às 9h. De um lado da Esplanada dos Ministérios, a cúpula do governo federal assistia, ladeada por milhares de pessoas, ao desfile cívico-militar. Do outro, próximo ao Museu da República, movimentos sociais e ativistas protestavam em defesa da democracia e contra as reformas em curso, como a trabalhista e a previdenciária. O número de participantes não foi divulgado.

Ao longo de toda a manhã, cantadores, rappers, batuqueiros e outros integrantes da articulação “Artistas pela Democracia” dividiram o palco com organizações da sociedade civil que, uma a uma, apresentaram suas reivindicações. Crianças também participaram do ato, pintando e erguendo cartazes em defesa da Amazônia, da reforma agrária, da demarcação de terras indígenas e de direitos sociais, como educação.

Por volta das 11h30, o grupo saiu em caminhada em direção ao Congresso Nacional, pedindo a saída do presidente da República Michel Temer. “O Grito dos Excluídos sempre faz a defesa da vida. Neste ano, acrescentamos a questão da defesa da democracia e também a luta por direitos, por conta da conjuntura que estamos vivendo. Por isso, várias pessoas entoaram a palavra de ordem: 'nenhum direito a menos'”, disse José Boaventura Teixeira, educador popular e integrante da Cáritas Arquidiocesana de Brasília.

Um dos organizadores do ato, Teixeira explicou que o Grito dos Excluídos nasceu da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e, ao longo de mais de duas décadas, sai às ruas no 7 de setembro para denunciar a injustiça social. “É uma prática que, de certa forma, sempre foi feita com o envolvimento de grupos populares e fortemente da Igreja, na perspetiva da opção pelos pobres e pelos excluídos, que é uma mensagem antiga e que está sendo fortalecida pelo papa Francisco”, relembrou.

Apesar de nem a polícia nem a organização do movimento terem divulgado o número de participantes, Teixeira diz que número de participantes diminuiu em relação aos 10 mil manifestantes do ano passado. Para ele, a situação reflete o desânimo provocado pela crise política e pelo comportamento da mídia. “A mídia não tem incentivado, de forma alguma, a participação política, a organização do povo para repensar [a sociedade]. Ao contrário, a mídia tem levado a sociedade a ficar cada vez mais descrente com a Política, em letra maiúscula”, criticou. Ele acrescentou que Executivo, Legislativo e Judiciário também têm efetivado ações importantes sem a participação popular.


No Rio de Janeiro, protesto saiu pela Avenida Presidente VargasTânia Rego/Agência Brasil

Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o 23º Grito dos Excluídos saiu pouco depois de 12h da Rua Uruguaiana e seguiu pela Avenida Presidente Vargas até a Avenida Rio Branco, logo após o fim do desfile cívico-militar de 7 de setembro. A passeata ocupou cerca de um quarteirão e chegou à Praça Mauá às 12h30, sem nenhuma violência ou confronto.

Durante o trajeto, muitas palavras de ordem em cartazes, faixas e no carro de som em defesa dos direitos da população e dos trabalhadores e contra as reformas propostas pelo governo. O fechamento do ato está previsto para as 16h, na Cinelândia.

Participaram representantes de diversos movimentos sociais e centrais sindicais, como Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist), Central de Movimentos Populares, Quilombo da Gamboa, SOS Jaconé Porto Não, Movimento dos Atingidos por Barragem, de mulheres, movimentos LGBT, Movimento Contra a Violência na Maré, Movimento Antimanicomial. Também estiveram presentes trabalhadores da educação, da Fiocruz e do setor de óleo e gás, além de representantes dos Fóruns de Saúde do Rio de Janeiro e em Defesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O advogado da Fist, André de Paula, explicou que a manifestação ocorre em todo o país e representa o grito da maioria. “É o grito dos excluídos, que é a maioria, denunciando que o Brasil, na verdade, não é independente, mas sim subordinado ao capital internacional. A Fist tem como bandeira denunciar as remoções e despejos. Temos hoje 5 mil prédios vazios enquanto tem pessoas morando nas ruas”, disse.

O diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz, Gutemberg Brito, disse que a entidade participa do ato para defender o Sistema Único de Saúde (SUS). “A Fiocruz é de estado, trabalhamos para a população brasileira e a nossa defesa é a defesa do SUS público e de qualidade, contra os retrocessos que temos visto nos últimos tempos no Brasil. Eles tiram os nossos direitos e nós tiramos o sossego deles”.

Diretora do Sindipetro-RJ, Ana Patrícia Laier explica que o sindicato é contra a venda de ativos da Petrobras. “Estamos tentando fazer uma reação a essa privatização fatiada da Petrobrás, que vem vendendo os nossos ativos, malha de gás, campos gigantes do pré-sal, como Carcará, agora vai atacar o excedente da cessão onerosa”, declarou.


Na capital mineira, manifestantes colheram assinaturas para projeto de iniciativa popular que pede revogação da reforma trabalhistaLéo Rodrigues/Agência Brasil

Belo Horizonte
Na capital mineira, movimentos sociais reuniram-se na Praça Rio Branco, em frente à rodoviária, de onde seguiram pelas ruas do centro da capital mineira. A principal bandeira desta edição foi a revogação da reforma trabalhista.

“Foi lançada uma campanha em todo o país para colher assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que prevê a anulação dos efeitos da reforma trabalhista. Nosso objetivo é construir uma resistência pra impedirmos que as mudanças entrem em vigor em 11 de novembro, conforme a data prevista na lei”, explicou Beatriz Cerqueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores em Minas Gerais (CUT-MG).

Os manifestantes também protestaram com faixas e gritos de ordem contra o Poder Judiciário, a quem acusam de atuar de forma seletiva. De acordo com Beatriz Cerqueira, alguns partidos estão sendo criminalizados em detrimento de outros. Segundo ela, há pessoas sendo presas apenas com base nas delações e outros, mesmo com provas concretas de corrupção, permanecem soltos. A presidente da CUT-MG também criticou o instituto da delação premiada.

“Honestamente, acho que é um novo mecanismo de tortura. No regime militar, as pessoas eram colocadas no pau-de-arara e forçadas a entregar seus companheiros. Agora, eles prendem as pessoas sem provas até minar a resistência e elas falarem o que os procuradores querem ouvir. E as pessoas acabam falando o que pedem para poder reduzir a pena e restabelecer o mínimo de seu direito à liberdade”, reclamou Beatriz.

Também hoje, cerca de 70 famílias sem-teto ocuparam um imóvel na Pedreira Prado Lopes, comunidade na região noroeste de Belo Horizonte. Movimentos sociais ligados à moradia dão suporte à Ocupação Pátria Livre, como foi apelidada. Eles alegam que o local está abandonado há mais de 10 anos e não cumpre função social, conforme estabelecido pela Constituição Federal.

De acordo com os sem-teto, a Polícia Militar ameaçou dar início à reintegração de posse, mas recuou após o governo de Minas Gerais concordar em receber as famílias para uma reunião na terça-feira (12). A Agência Brasil tentou fazer contato com o governo mineiro para confirmar o encontro, mas não obteve sucesso. A PM informou ter sido acionada pelo proprietário do imóvel e foi até o local para atender a ocorrência, mas negou que tivesse a intenção de fazer a reintegração de posse.

Manaus
Em Manaus, o Grito dos Excluídos começou às 15h30 e deve terminar no início da noite. A organização é da Arquidiocese de Manaus, juntamente com a Cáritas e Pastorais Sociais. Depois de se concentrarem na Avenida Itaúba, Zona Leste da cidade, os participantes fizeram uma caminhada até a área conhecida como Bola do Produtor. O tema deste ano é "Vida em Primeiro Lugar" para denunciar a violação de direitos e reivindicar políticas públicas.

Histórico
O Grito dos Excluídos surgiu dentro da Igreja Católica, em 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano. Em 1999, o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas. No Brasil, os atos ocorrem em diferentes cidades, no dia da Independência, e reúnem pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.

* Reportagem de Helena Martins (Brasília), Akemi Nitahara (Rio de Janeiro), Léo Rodrigues (Belo Horizonte) e Bianca Paiva (Manaus)
*Matéria atualizada às 18h31 para incluir a manifestação em Manaus
Edição: Wellton Máximo

29 julho, 2017

Loas, loas a Parauapebas



COMO CULTIVAR A RUPTURA DO ANTIGO E RECONSTRUIR UMA CIDADE?




RECOMEÇAMOS,
Mas ainda sem ritmo, sem a firmeza necessária a uma cidade que tem que se reconstruir.













Finalmente, com a chegada da madeira da supressão às mãos dos moveleiros, a cidade respira um pouco mais. E mais ainda, com as recorrentes antecipações de pagamento por parte da máquina pública – leia-se prefeitura, o ciclo de dinheiro em circulação aparentemente diminuiu. Respira-se num ritmo um pouquinho mais acelerado. E só. Não temos absolutamente nada ainda que garanta a tão necessária transformação de Parauapebas.


Estava pensando sobre o silencio local quanto ao momento especial em que passa o país. Nada, ninguém se manifesta, não há mobilização. Vemos apenas os grupelhos cuidando de seu botim, os excluídos sem reclamar ainda na esperança das sobras.

O interior do país é assíncrono, desenvolve uma personalidade que atualmente está desembocando numa caçada de morte aos políticos. Seria a banditização da política? O extremo do assassinato como aviso de que a mentira e a postura sacana dos políticos tem um preço? Não sei, penso no fato como um extremo que não enaltece pessoas, piora a situação já tão destrambelhada.

Voltando ao nosso sitio, é preciso compreender de vez que o alcance dos sonhos restringem apenas a Belém, no máximo, a um obscuro e higiênico cargo de deputado federal. Não entenderemos jamais que vamos precisar unir ideologias – grana – para sonharmos com uma estratégia factível com o Estado do Carajás.


O que vemos é loas a Helder, laos a Jatene. Não acreditamos em nós, não estamos preparados.

Sonhamos, sabemos e queremos uma Parauapebas forte e em crescimento. Sabemos como fazer paulatinamente, tenazmente dessa vila, uma cidade vigorosa.

A questão da energia solar, posta em tantas discursões por nossa empresa, parece final e timidamente começar a virar realidade, ao menos nos discursos de um grupo de vereadores ungidos pelo silencio covarde dos que não sabem.

O executivo vai licitar energia solar. É o avanço na demonstração do que podemos fazer e trazer de novos recursos e até uma nova matriz para a cidade.

Possibilidades diversas há de transformação. Pena não termos o fluido vital da coragem e ousadia correndo nos corações dos que decidem.

25 maio, 2017

Uma cidade que precisa de oportunidade!



Recomeçamos?
 Ressuscita-me Lutando Contra as misérias Do cotidiano Ressuscita-me por isso...
... Ressuscita-me Para que ninguém mais Tenha de sacrificar-se Por uma casa Um buraco, Vladimir Mayakovsky












Respira-se outros ares pela cidade. Vem do morro dos ventos uma lufada revigorante aos ares empesteados de Parauapebas. Ainda tímido mas importante, temos um prefeito que se desloca, que acaricia e ainda não tem medo do povo que o elegeu de forma apertada. O poder econômico do prefeito anterior era consistente, mas não tinha talento ou inteligência para saber dispor e abriu espaços para Darci. 

Estamos timidamente tendo a resposta, precisa melhorar, não quer dizer que tudo está resolvido. Esse prefeito ainda está tremendamente preso a grupos excludentes, mas está fazendo o que é possível, junto ao povo carente e sofredor. Demonstra compaixão e vai as ruas, eventos, está presente. Darci é político, sabe se colocar. 

Mas o que motiva minhas reflexões é esse edital de licitação para se dar manutenção em pontes na zona rural. Não tinha visto isso antes. Sou o autor e estudioso na minha consultoria do ecossistema PARAUAPEBAS COMPRA AQUI. Não é uma lei, a ASSOCIAÇÃO DOS MICRO EMPRESÁRIOS – AMPER estará tratando disso com o devido desenvolvimento estratégico e envolvimento social, econômico, jurídico e local.  LOCAL, na ampla acepção do termo. 

É o que temos em mãos. Um tremendo orçamento, na casa do bilhão e o prefeito em conjunto com vereadores e sociedade pode sim, manipular essa montanha de recurso para desenvolver a cidade. É legal, é constitucional. Para isso precisamos de base jurídica local. Precisamos de cabeças abertas e precisamos sobretudo ACREDITAR. Há modelos que podem ser visitados e que esse sistema tem funcionado. Portanto não se trata de novidade, é fato!

A exposição dos móveis por exemplo. É desdobramento dos primeiro mandado do Darci, quando ele queria mostrar serviço. Doou os terrenos e criou infraestrutura necessária para a indústria moveleira desenvolver. Mas ficou naquilo e hoje não temos madeira e cerca de noventa empresários engessados na falta de design, madeira, mão de obra e financiamento. O polo moveleiro na nossa acepção e temos projetos para isso, pode se transformar na Indústria Moveleira de Carajás, com certificação de origem da madeira. Isso projeta Parauapebas no cenário global, ávido por consumir produtos da Amazônia com sustentabilidade. Não anda porque ninguém quer ouvir, cada um já tem alguém que está fazendo, é o que mais ouvimos numa cidade que tem muito pouco. Temos madeira, é nossa, madeira da supressão vegetal feita no território do município. Pronto.

Criamos um sistema em que a prefeitura e a câmara dos vereadores estruturam juridicamente uma mudança que, em cinco anos estaria gerando mais de cem mil empregos diretos. Temos as simulações e o desenvolvimento histórico do processo. 
   
Salientamos que políticos fomentam a possibilidade de criação de empregos. Eles não tem empresas, apenas fomentam com a lei e a regulação federal. É possível e queremos muito ser ouvidos. Somos técnicos e não políticos porque não entendemos que o prefeito saiba desse projeto e opte por outro caminho. 

A geração de empregos e renda local transformaria Parauapebas noutra realidade. O brilho voltaria e as perspectivas de crescimento controlado também. Queremos ajudar, ser ouvidos. 


Mas o motivo é esse edital e queremos muito ver mais. O acesso ao prefeito tem acendido esperanças e esse edital demonstra a intenção da campanha da OPORTUNIDADE. Nosso escritório está recebendo forte demanda de novas cooperativas, novas empresas, novas consultas e muita inovação. Queremos que Darci continue e incentivar e abrir portas, de verdade.