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18 junho, 2016

Bissexuais, homos, heteros e outras etnias...



Os 50 de Orlando, século XXI
... e suas mães, seus irmãos, seus companheiros e amores, seus compromissos e suas vidas... não se esqueçam, não fale bobagens antes de olhar para dentro de si.













Como ainda se justifica matar pessoas por suas opções sexuais. Que horror. Sei dessa condenação há séculos, transito por estes eixos, vivo esta vida e sei seu valor.

O  amor não se entrincheira, o amor é aberto, ocasional, traumático, terrível. Quando chega não escolhe cara, canto, ameaça. O amor não teme e não perdoa. Amor é amor.

Não importa se entre um homem e outro. Uma mulher e outra. Ou um homem e uma mulher. Não importa. E não é moderno fingir que não importamos com  que o outro faz na cama ou nas praças. Porque importamos e nos posicionamos, desconhecendo nós mesmos.

Ou nos escondendo nas sombras de nossas amarguras.

Num mundo onde oitenta por cento dos seus habitantes são bissexuais, como matar por ser diferente. Diferente de que?



Os 50 de Orlando não serão os últimos a cair. Infelizmente as religiões são as primeiras a fomentar o ódio, a disparar o ódio diariamente. Depois as convenções perversas, as mentiras, a simples maldade.

Claro que o assassino era gay. Sabemos que quem maltrata, fala mal, bate, humilha e assassina gays são gays. Meio homens que morrem de vontade de soltar a franga que vive dentro de si. Que morria de vontade de usar seu corpo da forma que bem lhe apetecesse. Mas tinha medo de si e dos seus. Era um covarde, um insano na sua necessidade e na sua falta:  “Só quem tentou sabe como dói, vencer satã só com orações”, João Bosco e Aldir Blanc.


O Brasil é o pais que mata mais  gay no mundo. Precisamos olhar a Orlando que nos espreita. Precisamos assumir a Orlando que somos.