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08 abril, 2016

Parauapebas sofre com seus desempregados



DESEMPREGO!

A merenda escolar tem sido para muitas crianças a única refeição do dia. Ouvi de uma diretoria antiga que ela esta ordenando aumentar a quantidade porque tem consciência dessa situação. Fico pasmo frente ao silencio da sociedade de Parauapebas frente a esta realidade. Que parece ser invisível.







 É a quinta ou oitava portagem sobre este flagelo. Ninguém se manifestou.



A premente situação de Parauapebas parece definitivamente não interessar os postulantes ao Morro dos Ventos. E nem quem o  habita atualmente. Não ouço de quem espero vozes a apoiar os fracos e oprimidos.
Os desempregados. 

Os pais e mães aflitos. Os jovens desiludidos com um sistema que os incentiva a estudar e despreza seus títulos.

Decididamente vivemos numa cidade de pessoas frias e desinteressadas com o destino dos seus semelhantes. Me pergunto, como pode políticos e lideranças com seu poder de pressão e de questionamento calarem frente a tamanha tragédia?

O desemprego é o maior flagelo da sociedade moderna. O pior é que aqui poderia ter sido previsto e evitado ou ao menos mitigado. Mas não foi. Sabem porque? Por que não interessa a classe que determina quem vai comer ou quem vai comprar um carro. Os dirigentes da ex capital dos  bilhões de dólares nunca compreenderam o que é Parauapebas, quem são as pessoas que largam tudo de suas  vidas para virem para cá, tentar a sorte, ganhar algo mais.

Desprezam tanto os trabalhadores que nem uma casa de apoio, A CASA DO TRABALHADOR, proposta por nós há dez anos despertou qualquer atenção. De políticos, de lideranças sindicais – estas sempre apressadas a fazerem acordo com as empresas que deveriam antagonizar.

No inicio deste desgoverno mostramos ao seu líder – Valmir da Integral, qual seria o futuro próximo: queda na arrecadação e portanto crise econômica, desemprego em massa justamente num momento em que a população estava endividada pelo sonho da casa própria. Justo naquele momento, em que os grupos acostumados s seguir em frente, estavam sendo freados pela realização do sonho do terreno próprio, da construção do teto próprio. E ficaram. Aprisionados  em Parauapebas, agora sem nada para fazer.

Completado o ciclo de implantação, testes e amadurecimento da produção, Carajás prescindiu daquele exercito construtor. Demitiu as empreiteiras que irrigavam a cidade com recursos de salários e horas extras. Ao saírem, levaram a esperança da cidade consigo.

Perplexos silenciamos sobre o desemprego. Não estávamos acostumados com massas de sem trabalho. Não previmos este acontecimento porque? Pela acomodação da pensão mensal dos  royalties? Lamentável.

Quem vai defender os deserdados do sistema mineral? Quem vai buscar alternativas e saídas dignas dessa parcela que sofre com as necessidades imediatas e inadiáveis de comer, de dormir, de morar, de pagar as contas?

Até agora não apareceu ninguém. Nem as lideranças sindicais, ninguém. É como não existisse o desemprego, as partidas forçadas deixando tudo para trás novamente.
Quem vai fazer a diferença e lutar com esta causa?