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14 março, 2016

A bagunça instalada na Sede Municipal




APOSTANDO NA MÁ
GESTÃO PETISTA












QUANDO o então poderoso grupo da Bel e Faisal foram varridos pela mare vermelha, ouvi de um consultor milionário que era estratégico  aquela derrota. Que voltariam ainda na próxima eleição, pois estavam apostando nas técnicas falidas e na má gestão do petismo. Olha que naqueles tempos, quando o PT era muito forte no pais inteiro, tinha o presidente, a governadora e o prefeito.

E o prefeito do PT, Darci Lermen não havia herdado nada da Bel. Simplesmente porque, plugada na base do paraquedas e tendo que enfrentar uma renhida luta pelo poder interno, de família, Bel decididamente não teve tempo ou interesse de fazer nada.
A cidade foi transformada numa arena de festas e mais festas e todos foram contemplados com o mesmo presente que hoje Valmir oferece: cargos, vantagens, salários não vinculados na prefeitura, repasses ilegais e criminosos para o silencio e acomodação dos vereadores.

E do movimento social, aquietado por convênios e amizades.

Ocorre que Darci tinha elementos mais que suficientes para romper com o sistema da Bel. A sociedade queria e o forçou a se mexer. Mas a reativa aconteceu apenas no segundo mandato. No mesmo período de tempo do Valmir, Darci foi demonizado. Fomos a consultoria que estudou a crise e apresentou sugestões para sua mitigação. Os dados naquele momento eram preocupantes para o grupo no poder. Foi dirimido no ultimo ano e Darci não teve concorrentes, mantendo a escrita da reeleição.

Neste segundo mandato mesmo com uma equipe de capacidade baixa e alta bandidagem a situação do pais alavancou uma forte mudança em Parauapebas. Chegou o Petrolão com a Leolar, Buriti e Gabriel, expandindo os limites do municipio criminosamente em sete vezes.

Diante da expansão tornaram-se necessárias varias obras. Mesmo porque o hospital até hoje não inaugurado começou naqueles tempos, há mais de dez anos.

Com recursos e tempo ocioso iniciou-se neste segundo mandato um boom de projetos que iriam desembocar na terceira gestão do PT, não fosse a crise interna que preteriu Milton Zimmer Shneider, trazendo o  pacato Coutinho a cena, tendo Bel como vice. O acerto da junção Coutinho\Bel, patrocinado por quem não queria a eleição do Coutinho, trouxe-nos Valmir da Integral e um grupo totalmente desacostumado com a coisa pública. Não sabiam e nem sabem gerir, mas são fazedores de obras. E obras era o que não faltava nos planos e alocação de recursos do segundo mandato de Darci. 

Valmir ganhou este presente do PT e soube usá-lo. Mas Darci precisa nos apresentar o histórico dessas obras iniciadas, alocados recursos ou planejadas ainda por ele e construir um forte discurso sobre elas.  Sob pena de perder qualquer esperança de eleição. A vereadora Eliene solicitou em sessão esta relação e seu custo, numa atitude acertadíssima que a Câmara como órgão fiscalizador, deveria ter feito isto muito antes.
São realmente muitas obras a um custo elevadíssimo, nem Darci imaginava que se gastaria tanto. 

Agora as obras se voltam contra seus criadores. Valmir com sua resiliência achou o prato feito, nem precisou ter a parcimônia de agradecer, apenas devorou. Melhor para a parte física da cidade. Porque o social, a gestão, a moral, os limites da lei, as relações politicas e de confiança, o futuro, foram seriamente abalados por este grupo  que assim adquiriu combustível para se manter por mais quatro anos. Fica o alerta.