07 maio, 2016

Terceira via real



Sobre as eleições de outubro
COMENTARIOS E PODER LOCAL




 




Vivenciamos mais uma eleição municipal. Em 2016 vivenciamos uma mudança estrutural na existência de Parauapebas: ficamos mais pobres, estamos muito mais apertados, o desemprego é a tônica geral.   Perplexos descobrimos que somos crianças quando se fala em economia geral. Nunca imaginávamos que o minério poderia nos pregar peças: a VALE reduziu sua capacidade de pagamento, não criamos alternativas econômicas sustentáveis.

O desemprego estrutural pegou a classe politica de cuecas. Não  há propostas ou alternativas para encarar o problema. Todos fazem vistas grossas e o problema só aumenta. Foi cortada a saída da massa de desempregados que agora sonham com a casa própria financiada.

E pela primeira vez é possível que a terceira via – representada por Marcelo Catalão, do alto de seus mais de quarenta mil votos para deputado federal e em segundo/terceiro lugar nas pesquisas consolidado como uma real alternativa aos que não querem nem ouvir falar em Valmir da Integral, o vilão da vez, irresponsável e caquético prefeito de Parauapebas.

Seria a primeira vez na historia da cidade que o poder não se manteria, trocando de mãos no ao final do primeiro mandato.

Seria e será um feito espetacular.

Porque? Ora, o primeiro colocado, com media de dez pontos de diferença é um ex-prefeito que governou a cidade por longos oito anos. É inadmissível sua volta pelo volume assombroso de problemas não resolvidos em oito anos. E pelos crimes de corrupção e mal feito gerencial que até hoje a cidade amarga.

É assim que entre dois desacertos a figura de Marcelo Catalão se projeta, nos conceitos de sucesso gerencial – seus negócios pessoal e de família seguem de vento a vapor, sua vida pessoal é discreta e tem no agronegócio seu principal referencial, realizando há anos a única atividade não mineral da cidade – a feita de agronegócios de Parauapebas!
Sua família, pais, irmãos e parentes, pessoas discretas e amadas na cidade são seu escudo e sua apresentação. Seu maior senão foi seu apoio e rápida passagem no primeiro mandato do seu principal concorrente. Mas depois disso, apenas negócios e alguns entreveros típicos de sua juventude, amadurecida na lide e no apoio incondicional aos negócios da família.

A juventude é sua principal aliada, encontrando nele uma referencia e possibilidade de renovação e reconstrução de Parauapebas e garantia de seus direitos e espaços.
Mas sua campanha peca pelo aparente isolamento e estagnação. O que não é diferente da campanha dos seus dois oponentes, fruto talvez do momento que vive a sociedade brasileira, totalmente descrente de seus lideres políticos.

Assim as expectativas em relação a outubro só aumentam. Aguardamos torcendo que a inercia e o oba oba do garantido não atrapalhem as festividades dos três reais competidores, assombrados pela persistência do quarto colocado – Chico das Cortinas, cujo mandato expirou em 1996 e até hoje tem cerca de dez por cento de preferencia do eleitorado que não o esquece.
Quem viver verá...

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