12 fevereiro, 2016

Um cenário de acomodação e espera





POBRE
PARAUAPEBAS
A outrora considerada rica mas que sabemos sempre pobre e deserdada capital nacional do minério









Milionária apenas no adjetivo, nunca sendo realmente beneficiada pelo enorme e espetacular fluxo financeiro e de capitais gerado em suas terras, causado frisson e enriquecendo milhares de oportunistas em todo o planeta. Parauapebas, seus homens, bichos, arvores e rios jamais foram respeitados ou pensados como elementos de uma complexa cadeia de respeito, recompensa e consideração.



Decididamente e sob a exclusiva ótica da boa ciência administrativa e de capitais, jamais, e digo jamais, vamos entender os desmerecidos e extraordinários investimentos feitos numa cidade suja, mal gerida, com empresários e políticos atrasados e dependentes, sem aeroporto, estradas ou barcos, energia elétrica, sequer sistema de saneamento e água, sem pensamento autônomo ou formadores de opinião fundamentados.

A rica capital do minério jamais entendeu que gera riqueza de uma única safra. Seus bens retirados do solo fazem a festa da balança comercial brasileira. E só. Apenas isto e perspectivas. Jamais estivemos preparados para qualquer destino a não ser o de Mariana. E só. Burros, estúpidos os consultores, empresários e outros inteligentes que olharam para estas bandas acreditando em crescimento chinês ou qualquer outra maluquice. Somos produto da mineração e da VALE e só. 




Idiotas e todos veem somente o volume de recursos, não compreendem seu fluxo natural e seu possível refluxo. Qual o destino dos bilhões de dólares gerados por esta terra milagrosa? Afinal, quem é realmente beneficiado com tanta exploração, tanta agressividade e perda da biodiversidade que o touro na loja de porcelana afobadamente explora?

Os políticos preocupados exclusivamente com seu umbigos e sua conta bancaria não estão interessados. Para eles qualquer ato ou iniciativa com expectativa acima de três anos é inviável. Estamos atrasados há 30 anos, vivendo à custa e sob migalhas de uma fera hostil e predadora. Não se interessa por humanos. Quando o veio de minério acabar, bate em retirada com suas máquinas e sua fome: atrás de outros veios, de outras terras virgens e incautos humanos.

Continua, em três partes

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